Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.

...Não só metodologias de educação baseadas na auto-estima não produzem excelência, como de fato a comprometem.

O monomito (às vezes chamado de "Jornada do Herói") é um conceito de jornada cíclica presente em mitos, de acordo com o antropólogo Joseph Campbell.

Estrutura
Está dividido em três seções: Partida (às vezes chamada Separação), Iniciação e Retorno.

A Partida lida com o herói aspirando à sua jornada; a Iniciação contém as várias aventuras do herói ao longo de seu caminho; e o Retorno é o momento em que o herói volta a casa com o conhecimento e os poderes que adquiriu ao longo da jornada

(Psicóloga Bianca Alves)

Lançado no mundo à própria sorte, o homem se vê sozinho, sem indicações de que caminho seguir, sem livros que o digam o que é certo ou errado, que rumo dar à própria vida. Mais do que isso, sabe que a qualquer momento esta existência, que ele não participou da decisão de iniciar, pode acabar. Diante disso o homem busca incessantemente por um sentido para a sua vida. Mas não o encontra pronto no mundo.

Traduzido do original "Trauma and Resilience in Women Diagnosed with Breast Cancer: A Transactional Analysis Perspective" de Elvin Aydin*

Resumo
Este artigo descreve um estudo fenomenológico realizado com pacientes da Unidade de Mama do Hospital Universitário Marmara em Istambul, Turquia, para entender a psicologia de mulheres com câncer de mama. Além disso, o estudo teve como objetivo fornecer uma perspectiva diferente do porque os estudos psicológicos existentes sobre o câncer de mama produzem resultados contraditórios ou inconsistentes. Foi utilizado o Método Interpretativo Narrativo Biográfico (Wengraf, 2001), e a análise de entrevistas com quatro mulheres com carcinoma ductal invasivo sugeriu que elas compartilhavam seis características e uma sequência de quatro estressores da vida em intervalos previsíveis da infância à idade adulta, sendo o quarto o trauma de ser diagnosticada com câncer de mama.
As perspectivas analíticas transacionais psicanalíticas e relacionais oferecem uma possível explicação para esses achados e uma estrutura clínica para o tratamento de mulheres com câncer de mama.
Devem ser consideradas as vantagens e limitações deste tipo de estudo.

Vamos falar sobre o livro A negação da morte, de 1973, escrito pelo antropólogo Ernest Becker.

É um livro de mais de 300 páginas, que ganhou o Prêmio Pulitzer de Não-Ficção Geral em 1974, baseado nos trabalhos de Kierkegaard, Freud, Norman O. Brown e Otto Rank.

A premissa central é a de que o medo da morte é o que nos fez criar a civilização humana, como um mecanismo de defesa pra reprimir consciência da nossa mortalidade. 

Ou seja, todas as nossas ações e comportamentos, todas as nossas angústias, vêm da tentativa de negar que somos mortais.

Os animais não tem consciência da morte. Somos seres duais, metade animal, metade racional, e é justamente nosso "eu simbólico/racional" que tenta negar a falibilidade do nosso "eu físico/animal", e pra isso tentamos transcender a mortalidade através do heroísmo, ou "projeto de imortalidade", que é um sistema de crenças simbólico que nos faz acreditar ser superior à decadência física. 

Através do heroísmo as pessoas acreditam que podem se tornar parte de algo eterno, que nunca morrerá, que dá sentido às suas vidas, um propósito, que as diz que são importantes no grande esquema das coisas. Daí nascem os deuses, os mitos de ressurreição e as religiões.

O grande problema é que as pessoas se apegam tanto a seus "projetos de imortalidade" que acabam entrando em conflito com outras pessoas/grupos que tem outros sistemas de crenças/religiões diferentes, e isso dá origem às guerras, genocídios, etc, pois se o outro diz que sua crença de imortalidade está "errada", o "terror da morte" voltará a te perturbar. Angústia e depressão nesse contexto seria a suspeita de que seu sistema de crenças na imortalidade é falso ou falho. No outro extremo a esquizofrenia seria uma obsessão com seu projeto pessoal de imortalidade que o faz negar todas as outras realidades e seu próprio eu-físico.

 

O autor acredita que os sistemas de heroísmo tradicionais, como a religião, não conseguem nos convencer mais, porém a ciência e a psicanálise também não consegue nos ajudar a criar novas (e necessárias) ilusões.