No oitavo vídeo, propomos o exercício DIÁRIO COMPASSIVO

DIÁRIO COMPASSIVO

Dr James Pennebaker, um psicólogo professor da Universidade do Texas liderou uma pesquisa sobre escrever um diário sobre momentos difíceis e agitação emocional, inclusive trauma. Ele concluiu que ignorar ou segurar emoções fortes negativas não é saudável, e que escrever sobre momentos difíceis é benéfico.

Desde 1980 mais de 300 estudos confirmaram as conclusões de Pennebaker. Fisicamente, aqueles que escrevem um diário tem um sono melhor, menos dor, e menos doenças. Psicologicamente, eles mostraram uma melhoria no bem-estar e felicidade, menos depressão, ansiedade, raiva, vergonha e preocupação.

Por que escrever é benéfico?

Tentar NÃO pensar sobre memórias dolorosas consome uma enorme quantidade de energia e mantém a dor intacta. Paradoxalmente, dar uma atenção respeitosa para nossa dor ajuda a suavizá-la e diminuí-la para que possamos seguir adiante.

Escrever de forma segura e tranquila acalma. Isso nos possibilita a entrar em contato e honrar todas as partes de nós mesmos - quem somos - mesmo em momentos difíceis. Nos ajuda a ter uma melhor compreensão sobre nós mesmos e nossas dificuldades. Nos permite trazer uma cura compassiva para nossas feridas psicológicas e restaurar nosso senso de totalidade. 

Enquanto honra sua dor, você verá mais claramente que existe valor próprio tanto dentro quanto fora da sua dor. Enquanto encara, ao invés de evitar, a dor, você irá descobrir algumas coisas:

  • Um senso de alívio de liberar segredos de longa data (manter segredos sobre traumas parece ser particularmente preditivo de problemas médicos e psicológicos)
  • Pontos fortes que te ajudaram a atravessar o momento difícil, e talvez protegeram a si mesmo ou aos outros de dano adicional
  • Resiliência e confiança que você pode lidar no presente pois já passou pelo momento mais difíci
  • Diferentes formas de interpretar o evento e aceitá-lo com mais paz
  • Oportunidades de responder a si mesmo com compaixão ao invés de julgamentos duros e autocrítica
  • Gratidão pelo que restou (por exemplo amigos, habilidades, sentidos, comida, educação, oportunidades, beleza)
  • Formas de redirecionar sua atenção para aspectos mais positivos da vida
  • Formas de crescer e trazer novos significados para sua vida
  • Estabeleça um ritual: escreva seu diário no mesmo horário todos os dias durante 4 dias, e separe um tempo para refletir depois. Escreva em um local privado, confortável, seguro.
  • Não escreva até que esteja pronto. Antes de escrever sobre um evento traumático, é provavelmente melhor esperar algumas semanas para permitir que as coisas se acalmem emocionalmente.
  • Escreva continuamente por 20 minutos sobre o que mais te perturba - o que te mantém acordado à noite, o que persiste, o que você tenta evitar. Idealmente, deve ser sobre algo que você não conversou com outras pessoas em detalhes.
  • Descreva claramente o evento. O que estava acontecendo antes? Quem eram os personagens principais? Como essa experiência te afetou? Como afetou outras pessoas? Discuta sobre seus pensamentos mais profundos e especialmente seus sentimentos mais profundos sobre a experiência. Faça sua escrita pessoal e sincera, e não distante ou intelectual. Nomeie e aceite todos os seus sentimentos. Você pode explorar como esse evento está relacionado com sua infância; seus relacionamentos com os membros da família, amigos, amantes e outros significativos.
  • É compreensível que, ao escrever sobre experiências dolorosas, você possa experimentar um breve deslize no humor. Enquanto escrevem, algumas pessoas choram, ou sonham sobre eventos passados. Entretanto depois de um tempo a maioria sente alívio e contentamento por até 6 meses. Elas tipicamente relatam que entendem melhor o passado e que não machuca mais pensar sobre ele.
  • Se sentir que escrever faz você se sentir fora de controle, facilite as coisas, escreva sobre outro tópico ou simplesmente pare de escrever.
  • Após cada sessão de escrita, observe o grau em que expressou seus mais profundos pensamentos e sentimentos, e preste atenção em como se sente. Após 4 dias, observe se algo mudou no que diz respeito ao seu humor ou entendimento.
  • Durante os 4 dias, você achou mais fácil soltar os traumas e se abrir, expressando seus mais profundos pensamentos e sentimentos? Você teve um senso de fechamento e maior compreensão depois dos 4 dias?
  • Escreva uma carta compassiva para um grande amigo, que você imagina estar sofrendo uma experiência similar. Que conselho, encorajamento ou outras expressões de gentileza, preocupação ou compreensão você daria a ele? O que seu amigo poderia aprender sobre si mesmo ou sobre a vida?
  • Escreva uma carta de um amigo compassivo real ou imaginário para você. Esse amigo te conhece - seus pontos fortes, fracos, desafios que encarou - e te ama e aceita incondicionalmente. Esse amigo sabe que humanos são imperfeitos e também sabe que você é muito mais que seus sentimentos. O que esse amigo diria a você? Como esse amigo transmitiria afeto e suporte (por exemplo "Eu me importo com você"). Talvez esse amigo te conhece o bastante pra dizer "Isso soa como seu pai crítico. Deve ser tão difícil ser tão duramente crítico, quando tudo que você mais quer é ser aceito e amado e então ser sua melhor versão. Eu sei que você está apenas tentando se manter na linha e melhorar. Será que a gentileza e encorajamento não funcionaria melhor do que uma autocrítica dura?  

 

Livros recomendados: 
Os Jogos Da Vida de Eric Berne
The Self-Esteem Workbook de Glenn R. Schiraldi

Termos relacionados: autoestima, auto-estima, auto estima, autoestima baixa, melhorar auto estima, amor próprio, autoconfiança, aumentar auto estima, baixa autoestima, levantar auto estima, elevar auto estima, como cultivar autoestima, autoestima elevada, autoestima alta, cultivar auto estima, adquirir auto estima