POSIÇÃO EXISTENCIAL: OK E NÃO-OK

São crenças, juízos de valores, conceitos de si mesmo e também em relação às outras pessoas.

Essa posição existencial é formada na infância, de forma muito precoce, baseada nas nossas primeiras experiências.

A Posição Existencial pode ser positiva ou negativa, dependendo da forma como somos tratados pela família e educadores.

A forma como a gente percebe a nós mesmos e as outras pessoas pode ser:

1- Eu estou OK, você está OK (+ +, PN e CL)
Ou seja, eu acho que sou OK, e eu acho que as outras pessoas também são OK. Essa é nossa posição existencial quando nascemos e também o ideal a ser perseguido na vida adulta. Como diria Eric Berne “nascemos príncipes e princesas, mas às vezes nossa infância nos transforma em sapos".
Mas quando dizemos que "Eu sou OK, você é OK" não estamos dizendo que acreditamos que todos são OK 100% do tempo, mas sim a maior parte do tempo. É uma visão realista, e não necessariamente otimista sobre o potencial das pessoas de praticar o bem.
Essa posição existencial pode ser atingida na vida adulta se, voluntariamente, for feita uma escolha consciente, e desde que o Adulto esteja no controle executivo da pessoa.

2- Eu não estou OK, você está OK (- +, CS-)
Um bebê quando percebe que é totalmente dependente da mãe, pode ter essa posição existencial. Ou seja, o bebê pode achar que ele não é OK (já que não consegue se alimentar sozinho por exemplo) e que a mãe é OK, já que o alimenta, dá carícias positivas incondicionais, etc. Quando essa posição existencial persiste na idade adulta de forma inconsciente, a pessoa se sentir impotente, dependente ou inferior aos outros. Eu não sou OK é o caso da pessoa que tem baixa autoestima, insegurança, complexo de inferioridade, dificuldade em aceitar elogio ou de lidar com sua imagem corporal, não sabe dizer não...
Em casos graves, essa posição existencial pode levar à depressão.

3- Eu não estou OK, você não está OK (- -, CA)
Quando uma criança de 1 ano de idade por exemplo passa a ser cuidada por estranhos (babás, outros parentes, etc.) ela pode achar que ela não é OK (já que depende de outras pessoas) e que também as outras pessoas não são OK, já que a abandonam quando ela mais precisa.
Se essa posição existencial persiste na vida adulta de forma inconsciente, a pessoa pode ter um profundo desinteresse por si mesma e pelos outros, e ter pensamentos como "ninguém vale nada", "que se dane, tanto faz" e "cada um por si". Pode se isolar, se tornar insensível emocionalmente e Niilista. Thomas Harris (que é o autor que popularizou a AT através do seu livro EU ESTOU OK, VOCÊ ESTÁ OK) diz que essa posição existencial está presente em casos graves de distúrbio mental, com comportamentos esquizóides.

4- Eu estou OK, você não está OK (+ -, PC salvando a CR)
Se por exemplo uma criança de 1 ano de idade sofrer maus tratos, abusos ou violência, ela pode achar que os outros não são OK, e tenta fugir dos outros sempre que pode. Por outro lado pode haver uma espécie de mecanismo de compensação interna para essas violências, e a criança passa a dizer a si própria que ela é OK.
Se essa posição existencial persiste na vida adulta de forma inconsciente, é o caso clássico da pessoa que acha que o mundo é o culpado por todos os seus problemas e que projeta seus defeitos nas outras pessoas.
Em casos mais graves a pessoa pode ter comportamentos paranóicos, desenvolver um Transtorno de Personalidade Narcisista, explorar os outros o máximo que pode sem qualquer piedade, cometer crimes e até homicídio.

 


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