Mary e Max: Uma amizade diferente (Mary and Max)


Mary e Max: Uma amizade diferente (Mary and Max) 2009


Direção: Adam Elliot
Elenco (voz): Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Barry Humphries, Eric Bana, Bethany Whitmore, Renée Geyer, Ian 'Molly' Meldrum, John Flaus, Julie Forsyth
Ano: 2009
País: Austrália
Gênero: Animação, Comédia, Drama
Nota IMDB



Sinopse do filme Mary e Max: Uma amizade diferente (Mary and Max):


Mary Dinkle é uma menina australiana de 8 anos, vítima constante de bullying por ter uma marca de nascença na testa com "cor de cocô" e pelo fato de ser gordinha.


Max Horovitz é um homem de 44 anos com Síndrome de Asperger, obeso, judeu de criação e ateu por opção, que mora recluso em um apartamento em Nova Iorque.


O que eles têm em comum? Além da solidão e do sonho de ter amigos, a paixão por doces e pelo desenho "Noblets". Conheça a história da amizade que atravessou continentes, dificuldades e perdurou por 20 anos.


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Resenha do filme / análise crítica do filme Mary e Max: Uma amizade diferente (Mary and Max) e seus usos em Cinema Terapia:


Um filme sensível, tocante, baseado em fatos reais.


Mary vive com sua mãe alcoólatra e seu pai ausente em um subúrbio de Melbourne. Do outro lado da rua vive um homem que perdeu as pernas na 2ª guerra mundial e, por ter-se tornado agorafóbico, paga Mary para recolher suas cartas.


Max também não tem nenhum amigo, com exceção da simpática vizinha cega que eventualmente o visita.


Como se conhecem? Entediada enquanto a mãe de Mary furta envelopes no correio, ela decide passar casualmente seu dedo em uma lista telefônica e iniciar uma amizade por correspondência com o(a) escolhido(a).


Dono de hábitos rotineiros, Max tem uma crise de ansiedade quando recebe a primeira carta. Max lida com o pânico que surge com as perguntas de Mary que o tiram de sua zona de conforto de forma bem inusitada: comendo (muitos) hot dogs de chocolate.


Literal, Max sempre responde as perguntas de Mary de forma sincera, sem os floreios tipicamente utilizados na comunicação entre adultos e crianças. E assim passam a se corresponder com frequência, em uma amizade que dura duas décadas.


Em uma sociedade que exclui e ridiculariza aqueles que não se enquadram em padrões de "normalidade", Mary Dinkle e Max Horovitz encontram apoio um no outro para enfrentar as dificuldades e abusos dos quais sempre foram vítimas.


Animação, nesse caso, não é sinônimo de filme infantil. Ok, serve também para crianças, especialmente as outsiders ou as que se sentem excluídas pela sociedade. A história é repleta de calamidades e em diversos momentos aborda assuntos nada agradáveis. O formato em stop motion ajuda a suavizar as tragédias pessoais. Mas, assim como a vida, possui também momentos que rendem boas risadas (como, por ex, as consequências de Max não conseguir "ler" os sinais não verbais de sua colega de grupo de Gordinhos Anônimos, sua relação com o Sr Ravioli, etc.).